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Sintese Biográfica de Agostinho da Silva PDF Imprimir e-mail

[por Romana Brázio Valente]

 

1906 – Filho de Francisco José Agostinho da Silva e Georgina do Carmo Baptista da Silva, George Agostinho Baptista da Silva nasce no Porto a 13 de Fevereiro.

1906 (Agosto/Setembro) – Muda-se para Barca D’Alva, onde vive os primeiros da sua vida

1912/1913 – Regressa ao Porto. Como já sabia ler e escrever, a mãe inscreve-o no ensino primário (Escola de São Nicolau)

1913 – Faz o exame de primeiro grau e fica distinto

1914 – Faz o exame da 4ª Classe e ingressa na Escola Industrial Mouzinho da Silveira

1916 – Ingressa no Liceu Rodrigues de Freitas

1924 – Entra para a Faculdade de Letras do Porto para cursar Românicas mas, transfere-se, no mesmo ano lectivo, para Filologia Clássica

1928 – Termina a sua licenciatura e passa a colaborar na Revista Seara Nova

1929 – Defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas

1930 – Frequenta a Escola Normal Superior de Lisboa

1931 – Parte para Paris, como bolseiro, e estuda na Sorbonne e no Collége de France

1933 – Regressa a Portugal e é colocado no Liceu de Aveiro como professor, onde lecciona durante dois anos

1935 – É demitido do ensino oficial por não ter assinado a Lei Cabral (obrigatória para todos os funcionários públicos)

1935 – Consegue bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid

1936 – Regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola

1938 – Abandona a Revista Seara Nova

1939 – Criação do Núcleo Pedagógico Antero de Quental

1940 – Elaboração de Iniciação – Cadernos de Informação Cultural

1943 – É preso pela PVDE na Prisão do Aljube

1944 – Abandona Portugal e parte para a América do Sul. Entra pelo Rio de Janeiro e depois dirige-se para São Paulo

1945 – Abandona o Brasil e instala-se no Uruguai

1946 – Vive na Argentina

1947 – Regressa definitivamente ao Brasil. Instala-se em São Paulo mas, em seguida, fixa-se na Serra de Itatiaia

1948 – Abandona a Serra e instala-se no Rio de Janeiro. Nesta cidade, trabalha no Instituto Oswaldo Cruz (dedicando-se ao estudo de entomologia), ensina na Faculdade Fluminense de Filosofia e colabora com Jaime Cortesão, na Biblioteca Nacional, no aprofundamento da obra de Alexandre Gusmão

1952 – Integra o corpo docente da Universidade de Paraíba (João Pessoa) e lecciona também em Pernambuco

1954 – Participa, ao lado de Cortesão, na organização da Exposição do 4º Centenário da Cidade de São Paulo

1955 – Ajuda a fundar a Universidade de Santa Catarina

1959 – Criação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e ensina Filosofia do Teatro na Universidade da Bahia

1961 – Torna-se assessor para a política externa do Presidente Jânio Quadros

1961 – Regressa fugazmente ao Rio de Janeiro e a Santa Catarina, porém, ruma para Brasília

1962 – Colabora na fundação da Universidade de Brasília e cria o Centro de Estudos Portugueses na mesma Universidade

1963 – Equiparado a bolseiro da UNESCO, visita o Japão. Em Tóquio dá aulas de português. Aproveita a sua ida ao Oriente para conhecer Macau e Timor. No mesmo ano vai aos Estados Unidos da América. Regressa posteriormente ao Senegal.

1964 – Assenta moradia entre Cachoeira (no recôncavo baiano) e Salvador ( onde congemina a formação do Museu do Atlântico Sul no Forte de São Marcelo). Em Cachoeira funda a Casa Paulo Dias Adorno que, para além de ser um Centro de Estudos (extensão do Centro de Brasileiro de Estudos Portugueses da Universidade de Brasília), é também uma escola

1969 – Avesso a ditaduras, sai do Brasil em 1969 e regressa ao seu pais de origem

1969-1994 – Num Portugal onde reina uma primavera marcelista, devota-se essencialmente à escrita. Mais tarde, e já depois da Revolução dos Cravos, Agostinho regressará ao ensino: universitário por título honorifico e particular e informal na sua casa do Príncipe Real. Nessa altura é reformado pelo Governo Brasileiro. Só uns tempos depois, o Governo de Portugal lhe restituirá os retroactivos concernentes aos anos da Ditadura. Contudo, e despreocupado com a questão financeira, viaja, escreve, recebe medalhas e títulos, participa em programas de televisão, é reconhecido filósofo popular, mas, na sua perspectiva, é o tempo em que se ocupa da sedimentação da futuridade da Era do Espírito Santo

1994 – Morre em Lisboa a 3 de Abril.


 
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